Dando início às postagens no blog referentes ao estudo e análise da Europa a partir de seus componentes, serei o responsável pela região dos Balcãs e a Rússia dentro do contexto das Relações Internacionais Contemporâneas. Dando início, nessa primeira postagem, à análise da Rússia dentro desse contexto a partir de duas notícias.
A Rússia Contemporânea
A Rússia Contemporânea
Dentro da análise econômica e política da Rússia contemporânea identifica-se o rumo de um política direcionada muito mais para o expansionismo econômico, dentro do contexto de ascenção econômica Russa ao lado dos países emergentes do bloco econômico BRICS, quanto a um imperialismo político-econômico que garantisse o papel da Rússia como superpotência, como era visto no período da Guerra Fria. Dito isso, analisaremos a Rússia nessa postagem a partir de duas notícias.
A primeira é uma afirmação do Presidente Russo Vladimir Putin em reunião com o Presidente Francês François Hollande no Kremlin, na qual Putin discutiu o atual conflito Sírio e afirmou parecer "impossível ser as coisas de forma clara sem uma garrafa de bom vinho ou sem uma garrafa de vodca". E a segunda notícia seria a entrevista do Primeiro-Ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, no Programa "Milênio" da Globo News.
Na primeira notícia na qual Putin e Hollande discutem o conflito Sírio, são discutidos os fatos de que a Rússia continua a fornecer armas para o exército de Damasco, capital da Síria; A Rússia e a China bloquearam todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU condenando o regime de Assad; E de que Putin considera que somente os sírios devem decidir o destino de seu país. Levando em consideração as novas diretrizes do Governo do Kremlin, que possui um interesse muito mais econômico do que político no resto do mundo, pode-se dizer que países como a China e a Rússia que possuem interesses nesse mesmo âmbito tendem a utilizar os recursos políticos, geográficos e sociais para maximizar seus ganhos econômicos. Deixando políticas de viés intervencionista para países como os Estados Unidos, que ainda pregam mesmo em um mundo pós-Guerra Fria e Unimultipolar, como define Samuel Huntington em "A Superpotência Solitária", em políticas no combate de ideais conflitantes que podem vir a resultar no intervencionismo militar e econômico, como evidenciou-se na famosa "Guerra ao Terror" de George W. Bush no Iraque e no Afeganistão. E levando em consideração que os principais produtos de exportação Russo são Gás, Pétroleo e tecnologia tanto militar quanto espacial, pode-se entender a posição Russa dentro do conflito Sírio, como de não intervencionismo por ver a Síria como um mercado consumidor em potencial.
Na segunda notícia, que seria a entrevista de Medvedev à Globo News, é passada a mesma imagem da "Modernização da Rússia", que preza principalmente pelos ganhos econômicos e as parcerias nesse mesmo âmbito. Quando, por exemplo, o Primeiro-Ministro trabalha a possibilidade da venda de sistemas de armamentos e tecnologia para o Brasil, contanto que rendesse ganhos mútuos dentro dessa cooperação bilateral. Como por exemplo na transefrência da tecnologia agropecuária do Brasil para a Rússia em troca da tecnologia e dos sistemas de armamentos.
A partir dessas duas notícias, podemos ver a Rússia dentro do novo papel no qual Putin e Medvedev se propõem a assumir. Um papel, mesmo enquanto economia emergente, de potência econômica e política que preza pelo multilateralismo no relacionamento entre países, visando uma cooperação rentável para todas a partes dispostas a estabelecerem alianças comerciais. Assim como é percebido dentro do BRICS, do G-8, da Eurásia, da União Européia e do Conselho de Segurança.
Fonte: Globo News - Milênio
http://g1.globo.com/globo-news/milenio/videos/t/programas/v/primeiro-ministro-russo-fala-sobre-futuro-de-seu-pais-e-relacao-com-o-brasil/2427599/
Revista Exame - Coletiva de Imprensa entre Putin e Hollande
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/para-putin-discutir-conflito-sirio-sem-vodka-e-impossivel
Autor: Vitor Assunção de Abreu
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