domingo, 28 de abril de 2013

Usinas Nucleares Flutuantes


A empresa China National Nuclear Corporation (CNNC) propôs à Rosatom (Agência Nuclear Russa) a criação de uma empresa mista para a produção de usinas nucleares flutaentes. A negociação, por enquanto, possui um caráter especulativo, visto que não se concretizou nada no âmbito da quantia em investimentos necessária, nem as questões operacionais, como por exemplo onde seriam construídas as usinas, e como serão montadas as equipes de especialistas responsáveis pelo projeto.
Leva-se em conta, de antemão, as críticas e os potencias da construção de usinas nucleares flutuantes. A tecnologia nuclear russa está apta para tal projeto, entretanto a posição chinesa enquanto parceira de negócio pode atrair um certo ceticismo. Pois a qualidade da mão-de-obra chinesa especializada na construção naval é duvidosa, levando em conta também, a atual situação de subutilização do seus estaleiros navais. O que levanta a pergunta se a China teria a infraestrutura e o know-how (que provavelmente deverá vir da Rússia) para a concretização do acordo.
Entretanto é admirável o potencial dessa negociação, pois as  usinas nucleares flutuantes serviriam como fonte energética para regiões portuárias, cidades costeiras e até para a atividade de extração de Hidrocarbonetos da China, sendo todas essas atividades e regiões com dificuldade de acesso aos canais de transporte de energia elétrica tradicionais.
Quanto às condições para a o exercício da empresa, o Diretor do Centro de Estudos Orientais da Academia Diplomática do Ministério das Relações Exteriores russo, Andrei Volodin, afirma que "Nesse caso será necessário calcular bem todos os parâmetros. A qualidade da mão-de-obra será determinada pelas partes, a chinesa e a russa. Essa será uma questão muito delicada a ser resolvida a nível bilateral por um grupo de peritos altamente qualificados. Por isso, se a mão-de-obra chinesa for envolvida no projeto, ela será só da mais alta qualidade.”

Autor: Vitor Assunção de Abreu
Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/2013_04_25/russia-e-china-poderao-construir-usinas-nucleares-flutuantes-juntamente/

domingo, 21 de abril de 2013

O Banco de Desenvolvimento do BRICS

Essa semana ocorreu, em Washington, uma reunião entre os Ministros das Finanças dos países do BRICS para direcionar os próximos passos visando a consolidação do acordo intergovernamental de criação do Banco de Desenvolvimento do BRICS. Após a reunião, o Vice-ministro das Finanças da Rússia, Sergei Storchak, declarou que "os países membros do BRICS concordaram em formar uma delegação de cada país do bloco para negociar todos os aspectos da criação do banco de desenvolvimento do quinteto e apresentar sugestões para as atividades operacionais da instituição na reunião dos líderes em setembro, em São Petersburgo.”

Existem ainda, duas fases até que se conclua a criação do Banco. A primeira, é a implantação das atividades operacionais, que segundo Sergei Storchak deve ser solucionada no encontro de São Petersburgo, em setembro. A segunda fase é referente à regularização de documentos necessários para que seja firmado o acordo intergovernamental, e pela via institucional de criação da Carta do Banco.

São depositadas grandes expectativas no Banco de Desenvolvimento do BRICS, que visam um aumento considerável de nogociações comerciais, fomentando as indústrias, o sistema financeiro do bloco, o livre-comércio, a transferência de tecnologia (em alguns casos), e o poder institucional do bloco enquanto respresentante de 5 países emergentes, com aspirações e interesses que permeiam temas da Agenda Internacional em um âmbito bem maior do que o tabuleiro geo-político dos países emergentes, ou do hemisfério Sul.

Autor: Vitor Assunção de Abreu
Fonte: http://www.diariodarussia.com.br/internacional/noticias/2013/04/19/brics-discutirao-banco-de-desenvolvimento-na-cupula-do-g20/

sábado, 20 de abril de 2013



Empresa Alemã Knauf confirma fábrica na Bahia
A empresa multinacional alemã de projetos de construção a seco (drywall) Knauf instalará uma fábrica na cidade de Camaçari (Bahia). A empresa confirmou a informação há duas semanas durante reunião com o governador do estado baiano, Jaques Wagner.
Acordadamente com informações do governo da Bahia, a previsão é de que a nova unidade comece a operar no primeiro semestre de 2014. Com as obras iniciadas em um terreno de 157 mil metros quadrados, a planta será a segunda da empresa no País e conta com investimentos de R$ 160 milhões, gerando 150 empregos diretos e indiretos.
A nova fábrica vai produzir placas de gesso "acartonado" e aumentará em 80% a capacidade produtiva da companhia no Brasil. Além do parque industrial no município de Queimados (RJ), a empresa já possui licença para a mineração da "gpsita" (matéria-prima do gesso) em uma mina de Camamu, município do interior baiano.
De acordo com o diretor-geral da Knauf do Brasil, Günter Leitner, a escolha da Bahia se deve às vantagens logísticas e competitivas oferecidas pelo estado para um mercado em expansão: “A partir desta fábrica queremos abastecer os mercados do Nordeste, Norte e Centro-Oeste e, a depender da demanda, seremos competitivos também no Sudeste”.
Há 15 anos no Brasil, a Knauf também planeja aproveitar a instalação da nova fábrica na Bahia para ampliar sua rede de distribuidores e instaladores credenciados para a montagem de sistemas de construção a seco.
Fonte: www.brasil.diplo.de

domingo, 14 de abril de 2013




Novo partido alemão pode prejudicar Merkel nas eleições

O líder de um novo partido anti-euro da Alemanha pediu neste domingo que o país abandone a zona do euro, afirmando que a moeda comum força os contribuintes alemães a resgatarem países falidos do sul europeu, cujas populações se referem aos alemães como nazistas. Enquanto o líder do partido Alternativa para a Alemanha, o professor de economia Bernd Lucke, discursava na convenção inaugural do partido, uma multidão de cerca de 1.500 pessoas, a maior parte composta por homens mais velhos, gritava em apoio ao novo líder que, segundo analistas, pode prejudicar a chanceler do país, Angela Merkel, em sua tentativa de ser reeleita em setembro.
Lucke disse que o euro fez muito pouco para unificar os europeus e expressou raiva contra os manifestantes do sul europeu que vêm comparando Merkel ao ditador nazista Adolf Hitler, devido às exigências por reformas e austeridade em troca de resgates financeiros. "Por causa do euro, as pessoas do sul da Europa não hesitam em expressar sua revolta contra a Alemanha, usando comparações nazistas. Isso não é como eu imaginei que a Europa seria", afirmou.
O partido adotou uma plataforma que pede mudanças no tratado europeu para permitir que cada um dos 17 países da zona do euro "decidam democraticamente qual moeda querem utilizar". "O euro foi um fracasso e seria ruim continuarmos a acreditar nesse conto de fadas. O fracasso do euro não significa o fracasso da Europa", disse Lucke.
Esse tipo de sentimento ainda é uma exceção na Alemanha, onde permanece um senso de obrigação em ajudar os vizinhos europeus em dificuldades, motivado principalmente pela vergonha com os crimes cometidos na era nazista. Mas o novo partido político espera aproveitar os temores de que a crise na zona do euro possa piorar e levar também a maior economia da Europa. Seu objetivo é angariar uma quantidade suficiente de votos nas eleições gerais de setembro para alcançar o mínimo de 5% necessário para obter representação no Parlamento alemão.
O partido se coloca fortemente contra a posição de Merkel de que não pode haver Europa sem a preservação da união monetária. Apesar de ainda estar nascendo, o movimento pode prejudicar Merkel ao ameaçar o apoio de seu principal parceiro de coalizão, do qual o partido da chanceler depende para ter um governo estável.
O Alternativa para a Alemanha quer introduzir referendos nacionais para que os eleitores possam decidir assuntos importantes, incluindo pacotes de resgate internacional. O partido pretende, no atual congresso, votar para a formação de um conselho.
Muitos dos que participaram da convenção expressaram revolta contra o que chamaram de transferências injustas de dinheiro dos contribuintes alemães para o resgate de países como o Chipre e a Grécia. "Esse partido tem boas ideias", disse o especialista em softwares Andreas Fluegge, de 49 anos. "O euro é um grande problema para nós. Desde que temos o euro, eu tenho ganhado menos dinheiro e pagado mais impostos por coisas que eu não entendo. Espero que esses novos políticos mudem isso."
Em meio ao discurso do que o partido não gosta, no entanto, há poucas informações sobre o que ele efetivamente apoia, e seus líderes foram chamados de "amadores políticos" em um editorial publicado na semana passada no jornal Bild, um dos maiores da Alemanha.
Especialistas acreditam que o partido tem poucas chances de angariar votos de protesto suficientes para alcançar o nível necessário de 5%. Ele tem chances, no entanto, de atrair número suficiente de eleitores da coalizão de centro-direita de Merkel para forçá-la a fazer uma aliança com a oposição ou conceder à oposição a ampla maioria. As informações são da Associated Press.

 

PARTICIPE: Empresa bávara promove workshop de energia solar

O grupo bávaro Donauer, com atuação mundial no ramo de sistemas de energia solar, vai promover, nos próximos dias 19 e 20 de abril, em Salvador, seu 4º Workshop de Energia Fotovoltaica. A atividade será realizada na Faculdade ÁREA 1, em cooperação com a empresa Eudora Solar.
"Agora já é possível gerar e usar energia solar fotovoltaica em casa e/ou na própria empresa. A ANEEL [Agência Nacional de Energia Elétrica] definiu as regras e, desde janeiro 2013, as concessionárias recebem os pedidos de conexão de energia solar à rede pública de energia. O excedente da geração de energia solar 'caseira' é armazenado na rede elétrica da concessionária local (como se fosse uma bateria) e esse crédito de energia será utilizado em horas sem sol", afirma a Donauer em seu site. A empresa acrescenta que, no entanto, ainda há escassez de informações acerca de como planejar e fazer a instalação fotovoltaica adequada e assim aproveitar essa nova oportunidade, razão pela qual decidiu promover o workshop.
O púbico alvo do curso, segundo a companhia, são instaladores de energia solar, engenheiros, construtores, eletricistas, técnicos, projetistas, empreendedores da construção civil e demais interessados em tecnologia de energia solar fotovoltaica.





Alemanha acabou de pagar a dívida da I Guerra Mundial em 2010

Para a Alemanha, a I Guerra Mundial acabou há três anos. Em 2010, o país pagou a última parcela dos juros da dívida emitida no exterior nos anos 20 para financiar o país de modo a cumprir as obrigações estipuladas nos Tratados de Versalhes, que foram suspensas quando Hitler subiu ao poder. Os últimos 125 milhões de euros em juros sobre esta dívida foram pagos ao longo de 15 anos, desde 1995.
A maior parte dos fundos desta última parcela paga em 2010 foi canalizada para investidores individuais, fundos de pensões e empresas que ainda detinham este tipo de dívida emitida entre 1924 e 1930, a grande maioria de nacionalidade norte-americana e francesa. A Alemanha retomou os pagamentos da sua dívida externa emitida nos anos 20 após a reunificação das duas Alemanhas em 1990 - sendo que em 1980 a maior parte das reparações da I Guerra já tinham sido saldadas pela República Federal da Alemanha -, depois dos juros terem sido ajustados várias vezes durante o século XX e no princípio do séc. XXI.
Depois de ter ficado acordado nos Tratados de Versalhes, que assinalaram formalmente o fim da I Grande Guerra e o armistício entre as várias partes, que a Alemanha ficava obrigada a pagar cerca de 266 mil milhões de marcos de ouro, a moeda alemã na altura (cerca de 600 mil milhões de euros) aos países da Tríplice Entente - Reino Unido, França, Império Russo e restantes países ocupados - por “culpa de guerra”, o país, que também estava destruído pela guerra e tinha perdido milhões de vida, viu-se a braços com uma enorme dívida.
UM ACORDO POUCO PACÍFICO Apesar dos governantes alemães terem hesitado em assinar um acordo que seria lesivo para o futuro do país, os Aliados forçaram o consentimento alemão ao apresentarem um ultimato: ou a Alemanha cedia, ou a guerra continuaria dentro do seu território. Nessa altura, Jan Christiaan Smuts, que seria presidente da África do Sul, foi o único líder aliado que formalmente protestou contra as condições inscritas no Tratado, alegando que prejudicariam de forma irrevogável a retoma do sector industrial em toda a Europa.
Também o economista John Maynard Keynes, que participou como representante do Tesouro britânico nas negociações em Versalhes, acabaria por abandonar a conferência, considerando que as pesadas coimas aplicadas à Alemanha acabariam por se tornar insuportáveis. Ainda apresentou um plano próprio ao presidente Wilson que consistia em financiar numa primeira fase a recuperação alemã, mas o documento foi rejeitado pelo então presidente norte-americano, com receio de lhe faltar apoio para tais medidas no Congresso.
Keynes escreveria no final de 1919 o livro “As consequências económicas da Paz” onde mostrava preocupação pela próxima geração de europeus que viveria “empobrecida” e seria alimentada pelo “desejo de vingança”. O livro foi amplamente lido, embora a sua visão profética não tenha suscitado qualquer alteração da orientação internacional junto dos líderes de então. A Alemanha começou a falhar pagamentos logo em 1923, o que levou à ocupação de território alemão por parte da França e da Bélgica.
Ao mesmo tempo, as piores previsões de Keynes tornavam--se realidade e as gerações que tinham combatido na I Guerra Mundial e as que pagavam a pesada factura do conflito começaram a extremar posições, levando a que nesse mesmo ano, um grupo de jovens do partido nazi, liderados por Adolf Hitler, tentasse derrubar o governo alemão e tomar o poder. Hitler foi preso, mas muitos alemães, ressentidos com as suas condições de vida, identificaram-se com o seu discurso.
Mais tarde, em 1929, a dívida foi reduzida para metade, mas nessa altura, a inflação na Alemanha - devido à impressão massiva de dinheiro para pagar as primeiras prestações das reparações aos Aliados - era tão grande que eram necessário vários milhares de marcos para comprar um pão.
Todos os pagamentos foram suspensos quando Hitler subiu ao poder, atrasando o pagamento das reparações que continuou após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Entraves à Diplomacia

Analisando a política externa da Russia através das linhas de ação diplomática, podemos evidenciar nessa semana a difícil tarefa de solucionar contenciosos pelos meios diplomáticos, onde até mesmo o Conselho de Segurança da ONU parece ineficaz. O primeiro caso seria o agravamento de tensões na Península das Coréias, sobre a qual foi solicitado pelos Estados Unidos o apoio de Rússia e China para conter a intensificação do conflito por meios diplomáticos. Seguiu-se então nessa semana, no dia 12 de abril, um pedido "insistente" do vice-chanceler russo Igor Margulov ao embaixador da Coréia do Norte em Moscou, para que diminua o agravamento das tensões regionais entre Coréia do Norte e a Coréia do Sul. O pedido de ajuda diplomática norte-americano à Rússia  se deu pelo baixo impacto das sanções feitas pelo Conselho de Segurança à Coréia do Norte, devido a realização de três testes nucleares e as ameaças diretas aos Estados Unidos, Coréia do Sul e Japão. E o segundo caso, também ocorrido nessa sexta feira (12), foi a declaração do Ministério das Relações Exteriores Russo na qual condenou a inauguração de duas minas de extração de urânio nessa semana, no dia 9 de abril. A Rússia, dentro do polêmico embate entre o grupo 5 + 1 (Os cinco países do Conselho de Segurança e a Alemanha) e o Irã sobre o seu programa nuclear, age como um parceiro ao reconhecimento do programa nuclear iraniano, ao mesmo tempo em que procura o reconhecimento e a aprovação das outras potências do grupo 5+1. Entretanto condenou a inauguração dessas minas de extração de urânio por representarem um atraso e a intolerância do Irã em relação ao  debate diplomático, oque "não favorece um clima de compreensão mútua e de confiança, tão importante para que as negociações prossigam".

Autor: Vitor Assunção de Abreu
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/04/russia-condena-inauguracao-de-novas-instalacoes-nucleares-do-ira.html
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/04/russia-faz-pedido-insistente-para-que-coreia-do-norte-evite-acoes.html

quarta-feira, 10 de abril de 2013





INDÚSTRIA: BMW oficializa fábrica em Santa Catarina
A BMW e o governo de Santa Catarina assinaram, nessa segunda-feira (08.04), o protocolo de intenções da instalação da montadora alemã no estado, com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, do presidente do BMW Group Brasil, Arturo Piñeiro, e do governador de SC, Raimundo Colombo. O anúncio da unidade catarinense havia sido feito pela BMW em outubro do ano passado.
Segundo informações do governo de Santa Catarina, a construção da fábrica, em Araquari, no Norte do estado, deve gerar mais de seis mil empregos, 1,4 mil diretos e cerca de cinco mil indiretos. O investimento total pode chegar a até R$ 1 bilhão, sendo R$ 600 milhões da empresa alemã e R$ 200 milhões de uma parceria entre o governo do estado e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que terá retorno em no máximo oito anos. Uma etapa posterior, que depende dos resultados de mercado, pode elevar em mais R$ 200 milhões o montante aplicado em território catarinense.

“Estamos entrando em uma nova era e este é um marco histórico para a economia catarinense. Nós sempre sonhamos ter uma montadora aqui e agora chegou a nossa vez”, declarou Raimundo Colombo.
O faturamento médio dessa primeira fábrica da BMW no continente sul-americano, de acordo com o governo catarinense, está previsto em R$ 2 bilhões anuais, com a importação pelos portos do estado e a fabricação de veículos, nesses primeiros anos de sua instalação. Já o primeiro carro fabricado em Santa Catarina deverá ser entregue em no máximo dois anos. Somados os cinco primeiros anos da empresa em Santa Catarina, a previsão de faturamento da montadora atinge R$ 20 bilhões.

“Além disso, somos líderes da indústria automotiva em sustentabilidade de acordo com índices da Dow Jones”, destacou Arturo Piñeiro, apontando que a vinda da BMW para Santa Catarina faz do Brasil o 14º membro do grupo de países com plantas fabris da marca.

NOVOS PROJETOS: Começa a III Reunião do Acordo Brasil-Alemanha sobre Cooperação no Setor de Energia

A delegação alemã que participará da III Reunião do Acordo Brasil-Alemanha sobre Cooperação no Setor de Energia com Foco em Energias Renováveis e Eficiência Energética, em Brasília, chegou ao Brasil nessa segunda-feira (08.04).
A delegação é composta por funcionários do Ministério de Economia e Tecnologia, Ministério de Agricultura, Ministério de Cooperação para Desenvolvimento Sustentável, Embaixada da Alemanha no Brasil, Câmara de Comércio, KFW, GIZ assim como representantes da iniciativa privada, sob a liderança da Sra. Ursula Borak, do Ministério de Economia.

Durante o encontro, representantes alemães, junto com os seus colegas do governo brasileiro discutirão as possíveis áreas de cooperação no setor energético. Os temas em destaque desta reunião serão energias renováveis, eficiência energética e biocombustíveis. A reunião se realizará no Palácio do Itamaraty em Brasília nos dias 10 e 11 de abril. Anteriormente à reunião, a delegação alemã  estará em São Paulo onde visita a Associação de Indústrias de Cana-de-açúcar e o Centro de Referência Nacional em Biomassa.
Fonte: http://www.brasil.diplo.de/Vertretung/brasilien/de/Startseite.html

domingo, 7 de abril de 2013

O Posicionamento Russo


Dentro dos diferentes cenários internacionais, nos quais a Rússia se encontra envolvida, o posicionamento e as diretrizes políticas estão se tornando cada vez mais consolidadas e claras. Em entrevista à uma rede de televisão alemã, a ARD, às vésperas da visita de Putin à Alemanha (foto acima), foram debatidas as questões pendentes sobre o conflito sírio, a crise financeira no Chipre e as questões comerciais bilaterais entre Rússia e a sua maior parceira comercial no continente europeu. O encontro entre o presidente russo e a chanceler alemã Angela Merkel acontecerá nos dias 7 e 8 de abril, visando qualificar e examinar as medidas adotadas quanto a crise financeira do Chipre pela primeira vez desde a aplicação das mesmas. Para Putin os métodos de confisco de poupança para resolução dos problemas, que pouco têm a ver com os depositantes, é absurdo. Discutiu-se também a posição russa no conflito sírio, no qual Putin manteve o discurso que apoia a reestruturação política na Síria, mas se opões à quaisquer resoluções de sanções ou intervenções externas. O Presidente ressaltou ainda, "não queremos que na Síria se repita a situação que se vive no Iraque e no Iêmen". Dentro da questão nuclear iraniana, debatida pelo grupo 5+1 (os 5 países do Conselho de Segurança e a Alemanha), essa semana na capital do Cazaquistão, Almaty, o vice-chanceler russo, Sergei Ryabkov, afirmou a posição da Rússia reconhecendo o programa nuclear iraniano. Entretanto, afirmou ser necessário uma demonstração por parte das próprias autoridades iranianas sobre o próposito pacífico do enriquecimento de urânio no país, e que o programa nuclear se submetesse à avaliação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em ordem de convencer os outros países. Outra questão na qual recai a atenção Russa é a eminente possibilidade de uma guerra nuclear nas península coreana. Essa semana autoridades norte-coreanas pediram à retirada dos representes diplomáticos russos da embaixada em Pyongyang, devido o aumento de tensões que beiram o começar do conflito. As dimensões polítcas, econômicas e regionais nas quais a Rússia se envolve com o mundo demonstram o papel exercido hoje pelo país, como um Global Player em assuntos que vão desde segurança, polítca, economia e sociedade.

Autor: Vitor Assunção de Abreu
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/04/ira-e-grandes-potencias-ainda-longe-de-acordo-sobre-a-questao-nuclear.html
http://portuguese.ruvr.ru/2013_04_05/Vladimir-Putin-op-o-democr-tica-da-R-ssia-irrevers-vel/
http://www.diariodarussia.com.br/internacional/noticias/2013/02/26/vice-chanceler-russo-defende-programa-nuclear-do-ira/
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2013/04/05/interna_mundo,358666/coreia-do-norte-sugere-a-russia-que-considere-desocupar-embaixada.shtml