A empresa China National Nuclear Corporation (CNNC) propôs à Rosatom (Agência Nuclear Russa) a criação de uma empresa mista para a produção de usinas nucleares flutaentes. A negociação, por enquanto, possui um caráter especulativo, visto que não se concretizou nada no âmbito da quantia em investimentos necessária, nem as questões operacionais, como por exemplo onde seriam construídas as usinas, e como serão montadas as equipes de especialistas responsáveis pelo projeto.
Leva-se em conta, de antemão, as críticas e os potencias da construção de usinas nucleares flutuantes. A tecnologia nuclear russa está apta para tal projeto, entretanto a posição chinesa enquanto parceira de negócio pode atrair um certo ceticismo. Pois a qualidade da mão-de-obra chinesa especializada na construção naval é duvidosa, levando em conta também, a atual situação de subutilização do seus estaleiros navais. O que levanta a pergunta se a China teria a infraestrutura e o know-how (que provavelmente deverá vir da Rússia) para a concretização do acordo.
Entretanto é admirável o potencial dessa negociação, pois as usinas nucleares flutuantes serviriam como fonte energética para regiões portuárias, cidades costeiras e até para a atividade de extração de Hidrocarbonetos da China, sendo todas essas atividades e regiões com dificuldade de acesso aos canais de transporte de energia elétrica tradicionais.
Quanto às condições para a o exercício da empresa, o Diretor do Centro de Estudos Orientais da Academia Diplomática do Ministério das Relações Exteriores russo, Andrei Volodin, afirma que "Nesse caso será necessário calcular bem todos os parâmetros. A qualidade da mão-de-obra será determinada pelas partes, a chinesa e a russa. Essa será uma questão muito delicada a ser resolvida a nível bilateral por um grupo de peritos altamente qualificados. Por isso, se a mão-de-obra chinesa for envolvida no projeto, ela será só da mais alta qualidade.”
Autor: Vitor Assunção de Abreu
Autor: Vitor Assunção de Abreu
Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/2013_04_25/russia-e-china-poderao-construir-usinas-nucleares-flutuantes-juntamente/
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