domingo, 14 de abril de 2013

Entraves à Diplomacia

Analisando a política externa da Russia através das linhas de ação diplomática, podemos evidenciar nessa semana a difícil tarefa de solucionar contenciosos pelos meios diplomáticos, onde até mesmo o Conselho de Segurança da ONU parece ineficaz. O primeiro caso seria o agravamento de tensões na Península das Coréias, sobre a qual foi solicitado pelos Estados Unidos o apoio de Rússia e China para conter a intensificação do conflito por meios diplomáticos. Seguiu-se então nessa semana, no dia 12 de abril, um pedido "insistente" do vice-chanceler russo Igor Margulov ao embaixador da Coréia do Norte em Moscou, para que diminua o agravamento das tensões regionais entre Coréia do Norte e a Coréia do Sul. O pedido de ajuda diplomática norte-americano à Rússia  se deu pelo baixo impacto das sanções feitas pelo Conselho de Segurança à Coréia do Norte, devido a realização de três testes nucleares e as ameaças diretas aos Estados Unidos, Coréia do Sul e Japão. E o segundo caso, também ocorrido nessa sexta feira (12), foi a declaração do Ministério das Relações Exteriores Russo na qual condenou a inauguração de duas minas de extração de urânio nessa semana, no dia 9 de abril. A Rússia, dentro do polêmico embate entre o grupo 5 + 1 (Os cinco países do Conselho de Segurança e a Alemanha) e o Irã sobre o seu programa nuclear, age como um parceiro ao reconhecimento do programa nuclear iraniano, ao mesmo tempo em que procura o reconhecimento e a aprovação das outras potências do grupo 5+1. Entretanto condenou a inauguração dessas minas de extração de urânio por representarem um atraso e a intolerância do Irã em relação ao  debate diplomático, oque "não favorece um clima de compreensão mútua e de confiança, tão importante para que as negociações prossigam".

Autor: Vitor Assunção de Abreu
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/04/russia-condena-inauguracao-de-novas-instalacoes-nucleares-do-ira.html
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/04/russia-faz-pedido-insistente-para-que-coreia-do-norte-evite-acoes.html

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